A EXHUME surgiu de uma ideia que começou muito antes de surgir o nome EXHUME. Em outubro de 2025, eu precisava desenvolver um projeto para uma feira de ciências, e a proposta era criar uma loja. O que inicialmente parecia apenas um trabalho escolar acabou despertando em mim uma vontade que permaneceu mesmo depois que o projeto terminou: ter algo próprio, desenvolver minhas ideias e construir uma marca de verdade.
Na época, o projeto recebeu o nome de Sabbath, uma referência direta ao Black Sabbath. A morte de Ozzy Osbourne havia acontecido poucos meses antes, e isso tornou o nome ainda mais significativo naquele momento. O projeto era de uma loja ligada à música, com camisetas de bandas e instrumentos musicais. Era uma ideia que reunia coisas de que eu gostava e como era uma feira de ciencias eu fiz algo mais fantasioso.
Foi com a Sabbath que comecei a pensar em roupas não apenas como algo que eu gostava de usar, mas como algo que também poderia criar e oferecer a outras pessoas. Fiz minhas primeiras camisetas e comecei a imaginar como seria desenvolver uma loja minha, com produtos escolhidos por mim e uma identidade que refletisse eu e meus próprios interesses.
O projeto escolar tinha uma finalidade específica, mas a vontade de continuar não terminou com ele. Aos poucos, a ideia de uma loja foi se transformando em algo maior. Eu já estava me aproximando cada vez mais da moda alternativa, conhecendo novas referências e descobrindo outras maneiras de expressar minha criatividade. Queria que aquilo deixasse de ser apenas uma ideia de loja e se tornasse um projeto com o qual eu realmente pudesse me identificar.
A Sabbath ainda pode ser vista em um projeto que fiz no Halloween de 2025 chamdo FIM e em 22 de junho de 2026 eu fiz um "comercial" com o nome de SABBATH
Foi nesse processo que a EXHUME começou a tomar forma.
Escolher um nome nunca foi apenas uma questão de encontrar uma palavra que soasse bem. Eu queria algo que tivesse presença, que despertasse curiosidade e que pudesse acompanhar a identidade que pretendia construir. EXHUME me chamou a atenção tanto pela sonoridade quanto pelo significado.
Exumar significa retirar algo de onde foi enterrado, trazer novamente à superfície aquilo que estava oculto. Existe uma imagem forte nessa palavra, mas também existe espaço para interpretá-la de diferentes maneiras. Ela pode remeter ao passado, àquilo que foi esquecido, às coisas que permanecem escondidas ou à possibilidade de trazer algo de volta sob uma nova perspectiva.
A EXHUME nasceu da combinação dessas influências, mas não quero que seu significado fique preso a uma única história. Gosto da possibilidade de que o nome tenha uma interpretação pessoal para mim e, ao mesmo tempo, permita que outras pessoas encontrem seus próprios significados nele.
Para mim, escolher EXHUME também marcou uma mudança de direção. Não se tratava mais apenas de criar uma loja para vender produtos relacionados à música, mas de desenvolver uma marca que pudesse reunir moda, referências culturais e criação autoral em uma identidade própria.
A música é uma das influências mais importantes na maneira como enxergo a EXHUME. Entre todos os artistas que fazem parte do meu repertório, Sematary ocupa um lugar especial. Sua identidade sonora e visual, a atmosfera de seus trabalhos e a maneira como combina diferentes influências são aspectos que me interessam muito. Gosto de artistas que conseguem construir um universo reconhecível ao redor do próprio trabalho, no qual a música, a estética e a apresentação visual parecem fazer parte de uma mesma identidade.
Além dele, minhas referências musicais passam por diferentes gêneros e cenas. Korn, Deftones, Limp Bizkit, Crystal Castles e Evanescence fazem parte desse conjunto, assim como Gulu Gulu (minha banda favorita), Plastic Tree, Decalius, Blade and Bath, Lifelover, D$ Luqi, IKU THE KID e Këkht Aräkh, entre muitos outros artistas que escuto e descubro ao longo do tempo.
Minhas influências, porém, não se limitam à música. O visual kei, o streetwear, a estética Y2K, a cultura do skate, a fotografia digital e a própria internet também fazem parte das coisas que despertam meu interesse. Gosto de diferentes períodos, estilos e manifestações culturais, principalmente quando apresentam uma identidade visual marcante ou seguem um caminho próprio, sem depender inteiramente do que é mais popular.
Acredito que essas referências acabam se misturando de maneira natural naquilo que crio. Nem sempre existe uma intenção consciente por trás de cada escolha. Às vezes, uma ideia surge de uma música, de uma fotografia, de um filme que vi ou de alguma coisa que encontrei navegando pela internet. Outras vezes, é justamente a combinação de referências muito diferentes que me faz querer experimentar algo novo.
Não quero simplesmente reproduzir o trabalho de artistas, bandas ou marcas que admiro. Quero entender o que me atrai nessas referências e utilizar isso como ponto de partida para desenvolver minhas próprias ideias. A EXHUME precisa ter influências, como qualquer projeto criativo, mas também precisa encontrar sua própria maneira de trabalhar com elas.
Quero criar uma marca de roupas que tenha presença e seja capaz de despertar interesse sem precisar seguir um padrão estabelecido. Quando alguém vestir uma peça da EXHUME, quero que se sinta especial, diferente e confiante. Quero que as roupas chamem a atenção, tenham personalidade e façam com que as pessoas sintam orgulho de usá-las.
Para mim, uma peça não precisa ser discreta ou convencional para ser bem construída. Ela pode ser ousada, experimental, caótica ou carregar uma estética mais sombria e, ainda assim, ser elegante e atraente. Gosto da possibilidade de trabalhar com contrastes e de criar coisas que não se encaixam perfeitamente em uma única categoria.
Também acredito que a moda pode ser uma forma de expressão individual. As roupas que escolhemos podem dizer algo sobre nossos gostos, interesses e referências, mesmo quando não existe uma mensagem específica por trás delas. Ao mesmo tempo, não acho que toda peça precise representar uma ideia profunda ou carregar uma filosofia definida. Às vezes, gostar de algo porque aquilo combina com você já é motivo suficiente.
Quero que a EXHUME exista nesse espaço entre a expressão pessoal e a liberdade criativa. Uma marca que permita explorar diferentes estéticas sem perder sua identidade e que não dependa exclusivamente de tendências para continuar relevante.
Não quero que a EXHUME se torne uma reprodução do que já existe apenas porque determinado estilo está em alta. Isso não significa que a marca nunca vá acompanhar tendências ou mudar de direção. Significa que quero ter liberdade para escolher o que faz sentido para ela, experimentar novas possibilidades e desenvolver uma identidade que não precise ser abandonada a cada mudança no mercado.
Acima de tudo, quero criar algo que eu mesmo gostaria de usar e que outras pessoas também tenham vontade de vestir. Uma marca brasileira que ofereça algo interessante, com personalidade e qualidade, e que seus clientes tenham orgulho de apresentar como parte do próprio estilo.
Atualmente, a EXHUME ainda está no começo. A produção é feita por mim. Isso significa que existe muito a aprender, testar e aperfeiçoar, desde o desenvolvimento das peças até os processos de produção e a maneira como a marca se apresenta ao público.
Sei que existe uma grande diferença entre imaginar algo e conseguir transformar essa ideia em um projeto consistente. Criar uma marca envolve muito mais do que desenvolver estampas ou escolher roupas. Também exige aprender a lidar com produção, materiais, apresentação, comunicação e todas as decisões que fazem parte de manter um projeto funcionando.
Quero acompanhar esse processo de perto e entender cada vez melhor o que estou construindo. Não espero que tudo esteja perfeito desde o início, mas quero que cada etapa contribua para melhorar o resultado e aproximar a EXHUME daquilo que imagino para ela.
Minha intenção é fazer a marca crescer e se tornar algo maior no futuro. Quero que ela conquiste seu espaço como uma marca brasileira independente, com produtos reconhecíveis e uma identidade própria. Mas também quero que esse crescimento aconteça sem que a EXHUME perca as características que tornaram o projeto interessante para mim desde o começo.
Acredito que construir algo próprio envolve aceitar que algumas ideias vão mudar, que outras não vão funcionar e que sempre haverá alguma coisa nova para aprender. Isso faz parte do processo.
eu sou a pessoa por trás da EXHUME. :3
Sempre me interessei por diferentes formas de expressão, especialmente Desenho eFotografia. Sou uma pessoa criativa e gosto de descobrir coisas novas, reunir referências e pensar em maneiras de transformar meus interesses em algo próprio, mas não confio no que eu faço então é muito importante você dar a sua opinião sobre a marca.
A EXHUME reúne uma parte importante disso tudo. É um projeto que me permite experimentar, desenvolver minhas ideias e aprender coisas que vão muito além da criação de roupas. Também é uma oportunidade de transformar algo que, por muito tempo, existiu apenas como uma vontade em algo concreto, que outras pessoas possam conhecer, vestir e acompanhar.
Ainda estou descobrindo exatamente o que quero que a EXHUME seja. Algumas coisas vão mudar com o tempo, outras vão amadurecer e muitas ainda serão definidas conforme a marca crescer. Quero ter espaço para isso, porque não vejo sentido em construir um projeto criativo e depois me limitar a seguir uma fórmula que eu mesmo estabeleci.
O que sei é que não quero criar apenas mais uma marca para ocupar espaço no mercado. Quero construir algo de que eu possa me orgulhar, que tenha uma identidade própria e que represente o tempo, a dedicação e a criatividade investidos em cada etapa.
Se, no futuro, alguém olhar para uma peça da EXHUME e sentir orgulho de dizer que está usando uma marca brasileira que realmente tem personalidade, vou saber que estou no caminho que queria seguir.
Por enquanto, continuo trabalhando para transformar essa ideia em realidade, um abraço e boas compras.
— 6ynmax